Inteligência Emocional

A inteligência emocional, atualmente, é um assunto que domina os ambientes corporativos, e muito pouco no meio esportivo. Muito se fala sobre esse assunto, porém, poucos sabem, na realidade, o seu significado.

 

As pessoas têm como definição: o controle emocional, a maturidade emocional, a capacidade de não ficar nervoso, e outras mais, semelhantes a essas. Elas não estão totalmente equivocadas, mas inteligência emocional é muito mais abrangente do que essas simples definições.

 

Esse tema começou a ser difundido, abordado e adotado após a publicação do livro “Inteligência emocional – A teoria revolucionária que define o que é ser inteligente”, escrito por Daniel Goleman.

 

Daniel Goleman, então, passou a ser considerado o “pai da inteligência emocional”.

 

A definição de inteligência emocional, segundo o próprio autor é:

 

Competências de relacionamento intrapessoal e competências de relacionamento interpessoal.

 

Relacionamento intrapessoal é o seu relacionamento com você mesmo.

Relacionamento interpessoal é o seu relacionamento com os outros.

 

Aparentemente, é uma definição simples, mas, na realidade, é, simplesmente, tudo...

... tudo o que somos, pensamos, fazemos e como nos relacionamos com tudo e com todos.

 

O que você acha? É tudo, ou não é?

 

Pense em alguma coisa que escape dessa definição.

 

Na minha opinião, é o nosso ser em toda a sua complexidade caminhando pela vida e se deparando com pessoas de todas as espécies.

 

Não é das tarefas mais fáceis, nos entendermos e nos relacionarmos bem com nós mesmos, quanto mais nos relacionarmos bem com tudo e com todos, não é?

 

A inteligência emocional é bastante complexa, o seu desenvolvimento é uma longa jornada, por envolver muitos áreas distintas, mas, que se interligam.

 

Nossas emoções não são estáveis, estão constantemente oscilando.

 

Segundo Augusto Cury, o fundador da Academia de Gestão da Emoção, nossa emoção é como um bebê, necessita de cuidados, eternamente.

 

Para que você entenda de forma mais prática, vamos a três indicadores de inteligência emocional.

 

Nós estamos expostos às mais diversas adversidades no decorrer de nossos dias; tem dias que são mais fáceis e dias mais difíceis.

 

Vamos dizer que, em um dado momento, você explodiu, ou seja, se descontrolou emocionalmente.

 

O primeiro indicativo é o que precisou acontecer para que você tenha explodido. Vamos sintetizar em “Qual o tamanho do seu pavio?”.

 

Existem pessoas que explodem com o mais banal dos acontecimentos. Parecem um barril de pólvora ambulante. Por outro lado, existem pessoas que, por serem focadas sempre no positivo, demoram uma eternidade para explodirem. Não fazem desse tipo de ocorrência o seu cotidiano.

 

O segundo indicativo é o quanto você cai quando explode.

 

Tem pessoas que vão até o fundo do poço, entram em total estado depressivo.

 

Às vezes, o que aconteceu foi mínimo, mas elas dão importância máxima.

 

Tem um princípio que diz:

Não importa o tamanho do problema, importa a relevância que se dá a ele. É o princípio 10/90, que iremos abordar mais à frente.

 

O terceiro indicativo é em quanto tempo você se recupera.

 

Existem pessoas que, quando explodem, se desarmonizam tanto que esse mal humor dura o dia todo, dura uma semana e, quem sabe, um mês.

 

As emoções oscilam, é normal, mas devemos ser equilibrados para que essas oscilações sejam as mais suaves possíveis.

 

Vou te dar uma dica que é muito funcional, apesar de simples.

 

Substitua a palavra “problema” pela palavra “resultado”.

 

A diferença é grande, você vai notar.

 

A palavra problema, de tanto que a ouvimos, se tornou uma crença extremamente negativa. As pessoas usam essa palavra tão aleatoriamente que, mesmo quando a notícia é boa e traz felicidade, as pessoas dizem... problema.

 

É incrível como as pessoas gostam de problemas, ou seja, transformar tudo em problemas.

 

Quando você substitui essa palavra por outra, que é pouco utilizada, você dribla essas crenças.

 

Quando algo de ruim acontecer com você, não diga que tem um problema. Diga que o resultado não foi adequado e as estratégias precisam ser mudadas para que os resultados sejam satisfatórios.

 

O que estou querendo que você adote, daqui pra frente, é ideia de não potencializar as ocorrências negativas, que são comuns na vida de todos nós.

 

Quando ocorrer algo que te desagrada e você ficar desenvolvendo uma novela em torno dele, logo, ele terá, na sua mente, proporções enormes. Você se coloca num labirinto sem saída.

 

Corte o mal pela raiz. Aconteceu algo ruim, vá direto para a causa, não fique ruminando e potencializando o fato.

 

O que aconteceu, já aconteceu... vamos pensar em uma estratégia diferente, com a cabeça fria. Cabeça quente não pensa bem, e nem é criativa.

 

As pessoas se preocupam com sua higiene física. Tomam banho todos os dias, escovam os dentes várias vezes por dia, mas, se esquecem de uma higiene que é fundamental para nossa trajetória, a “higiene mental”.

 

Vivemos numa sociedade doentia, emocionalmente falando.

 

Ouvimos mais falarem de depressão e ansiedade do que de resfriado. Incrível, não é? Se tornou comum, quase todos têm.

 

A saúde emocional é desprezada por quase todos, mas é ela que determina o tipo de vida que temos.

 

As pessoas não têm tempo para pensar sobre esse assunto. A fome pelo poder e pelo dinheiro consomem o ser por inteiro.

 

Os valores são esquecidos, as pessoas são desprezadas, e as pessoas caras ocupam papéis de figurantes nas vidas “modernas”.

 

A inteligência emocional é muito mais importante do que todos possam imaginar.

 

Quando você se relaciona bem com você mesmo, vive leve, desfila pela vida com elegância, parece que tudo dá certo para você. É assim que acontece.

 

Quando você se relaciona bem com os outros, você é bem quisto em todos os ambientes que frequenta, as pessoas fazem questão da sua presença, você se torna um ímã. Verdade, as pessoas querem ficar “coladas” em você.

 

Viver com inteligência emocional é viver em outro nível. O nível dos campeões.

 

Coloque-se na seguinte situação e sinta como agiria.

 

Você acorda, levanta, se troca e vai tomar café da manhã com sua família.

 

Você já está pronto para ir trabalhar e veste uma camisa social branca.

 

De um lado da mesa está um de seus filhos, do outro lado, seu outro filho e, à sua frente, sua esposa.

 

Um de seus filhos pede um pão para o irmão, e esse, por sua vez, arremessa o pão e o alvo errado é sua xícara de café.

 

Ela tomba e o destino do café é sua camisa branquinha.

 

O que você faz?

 

Xinga, esbraveja, grita e manda seu filho se retirar da mesa, ou dá risada e goza dele falando que sua habilidade para beisebol é zero à esquerda?

 

Você vai ao quarto e troca a camisa, e quando se senta novamente, seu outro filho te dá o boletim da escola para assinar. Você constata que tem três notas vermelhas.

 

O que você faz?

 

Começa uma nova sessão de xingamentos e diz que ele é um incompetente, que a única coisa que tem que fazer na vida é estudar e nem isso faz direito e que está de castigo por um mês, ou, calmamente, diz que vai estudar com ele aos finais de semana, até que se recupere nas próximas provas?

 

Aí... Sua esposa pega o bonde andando e diz que é culpa sua, que nos finais de semana você só quer saber de jogar futebol com os amigos e não quer nem saber dos filhos, que ela tem jornada tripla e não dá conta de tudo sozinha.

 

O que você faz?

 

Aos gritos, diz que você trabalha igual a um camelo para dar conforto à família e nos finais de semana precisa se distrair, ou simplesmente diz que já combinou com o filho que vão estudar juntos até as próximas provas, e que ela não precisa se preocupar?

 

Hora de levar os filhos para a escola e partir para o trabalho...

 

Quando chega na garagem, pneu furado!!!

 

A história está ficando macabra...

 

Duas atitudes... ou detona tudo que vê pela frente, chuta o carro, arremessa a pasta no chão, ou se senta, dá risada e pensa... “Hoje o dia está animado!!!”?

 

No caminho para o trabalho, alguém te dá uma fechada... Ai!?!?

 

O que faz? Revida, xinga, faz sinais obscenos, ou deixa pra lá.

 

Você percebeu que, na historinha, existiu relacionamento seu com você mesmo e relacionamento seu com os outros.

 

Suas atitudes e pensamentos, nessa história, refletem o quanto tem de inteligência emocional.

 

Agora vou te contar uma coisa que, provavelmente, irá te surpreender.

 

O sucesso de uma pessoa é composto por 85% de QE e 15% de QI

 

QE é quociente emocional, é a inteligência emocional.

QI é o nível de cognição.

 

Tem um ditado muito interessante, que diz:

Os alunos superdotados, aqueles que só tiram dez, aqueles que todas as mães queriam que seus filhos fossem iguais a ele, no futuro, serão funcionários das empresas daqueles alunos que passam raspando, que são festeiros, que organizam as festas.

 

Não estou querendo dizer que estudar não é importante, pelo contrário. Eu sou viciado em estudar.

 

Estou te alertando que, só estudo não te leva a grandes patamares. É preciso cuidar do QE. É nele que se encontra o sucesso. O sucesso está muito mais no campo das emoções do que no campo da razão.

 

Nosso cérebro tem dois hemisférios, o esquerdo e o direito. Metaforicamente dizendo, e para efeito de estudos, o hemisfério esquerdo é responsável pela razão, raciocínio lógico, cognição, é o que toma as decisões. O hemisfério direito é responsável pelas emoções, é onde estão instaladas as nossas crenças. Para o nosso êxito, nas diversas áreas da vida, temos que estar com os hemisférios em total congruência e sintonia.

 

Guarde bem a figura que está vendo abaixo. Ela é o simbólico de uma vida de sucesso.

 

Para se conquistar a “maestria de vida”, temos que desenvolver maestria estratégica e maestria emocional.

 

Essas duas maestrias são como dois círculos que formam uma interseção. Essa interseção gera uma ação. Quanto maior for essa interseção, maior será o poder de ação.

 

Quando você tem maestria emocional, mas não tem maestria estratégica, não tem estratégia para chegar aos seus objetivos. Você lida muito bem com as derrotas, com os fracassos, com os desafios, mas você não chega lá. Você patina na vida.

 

Ao passo que, se você tem maestria estratégica e não tem maestria emocional, você é muito bom em chegar lá, mas não lida bem com suas emoções. Você explode e cai. Você, por exemplo, não sabe lidar com o sucesso. Você tem medos, tem crenças de merecimento, acha que não merece esse sucesso.

 

E você é o único responsável por tudo isso.

Quando você é maestro das suas emoções e maestro estrategicamente de sua vida, você chega onde quiser!!!

Coaching

O Coaching Comportamental ou Tradicional é um processo orientado à ação, focado em resultados específicos. Este movimento é promovido pelo relacionamento de total confiança entre o profissional treinador ( coach ) e o seu cliente ( coachee ). O Coaching Comportamental/Tradicional inclui: avaliações, exames de valores, motivação e definição de metas bem elaboradas, tudo isso amparado por um plano de ação muito bem construído. O Coaching é voltado para desenvolver competências e remover bloqueios para que o resultado seja alcançado de forma constante, consciente e sustentável na vida pessoal, profissional e esportiva.

Já o Coaching Integral Sistêmico, o qual utilizamos em nossos trabalhos, é a ampliação e a evolução do Coaching Tradicional, usando todo o escopo ferramental e conceitual do Coaching Comportamental/Tradicional acrescido de ferramentas, conceitos e uma abordagem "emocional" para:

1. Estabelecer, restaurar e construir as crenças que possibilitem a realização das metas e dos objetivos estabelecidas pelo cliente;

2. Reestruturar as competências emocionais descritas por Daniel Goleman, que definem se a pessoa possui ou não Inteligência Emocional, que são: Competência Pessoal e Competência Social.

3. Reprogramar as crenças ( modelos mentais ) que regem e produzem os resultados de cada indivíduo. Eliminando, assim, as crenças e os aprendizados limitantes e potencializando as crenças fortalecedoras. A reprogramação de crenças é validada pela Neurociência a través da plasticidade neural e da neurogênese.

Os ramos da ciência que são usados para estruturar o Coaching Integral Sistêmico, são:

- Psicologia Positiva: psique humana voltada para a alta performance;

- Sociologia: relações sociais;

- Antropologia: manifestações e comportamentos humanos;

- Teoria dos Sistemas: tudo está ligado e interdependente;

- Fisiologia: compreensão crítica e racional dos princípios humanos;

- Física Quântica: criação da realidade a partir do observador;

- Pedagogia: estrutura do ensino e do aprendizado;

- Administração: compreensão dos princípios de liderança organizacional;

- Ética: compreensão de valores na construção do caráter.

O Coaching Integral Sistêmico é extremamente eficaz, e produz resultados mais relevantes e mais rápidos, quando aplicado no Coaching Esportivo.

 

A performance esportiva gira em torno de 70% para o mental, dependendo do esporte, portanto, o emocional do atleta é o grande diferencial.

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